Silicone nos seios – O que é a Contratura Capsular e seus tratamentos

A cirurgia de aumento mamário com próteses de silicone é uma das mais procuradas pelas mulheres há anos. Além de muito comum e de fornecer um resultado quase que imediato, a mamoplastia de aumento também tem uma outra vantagem: é uma cirurgia de pouquíssimas complicações. A contratura capsular é uma delas. Mas o que é contratura capsular?! Por que ela ocorre?!

Para responder a estas perguntas, temos que responder a outras antes!

1. O que é cápsula fibrosa?

Toda e qualquer prótese inserida no organismo, seja ela de silicone ou de metal, é interpretada como um corpo estranho. Na tentativa de isolar este corpo estranho dos demais tecidos biológicos, nosso organismo a envolve em uma membrana fibrosa – a chamada cápsula fibrosa.

2. Então a cápsula fibrosa sempre se forma?

Sim. Todo e qualquer material sintético é envolto pela membrana fibrosa.

3. O que é contratura capsular?

A contratura capsular é uma reação da cápsula fibrosa, que se torna mais espessa e acaba gerando uma força constritiva ao redor do implante. Para implantes metálicos (próteses de joelho, por exemplo), essa alteração não costuma gerar distúrbios, uma vez que a prótese é rígida. No entanto, para as próteses de silicone, que são macias e arredondadas, esta força constritiva gera alterações de forma, alterando o formato das mamas.

4. Por que a contratura capsular ocorre?

Existem múltiplas causas para a contratura.

  • Qualidade do material – Antigamente, os implantes eram lisos, o que era responsável por uma alta incidência de contratura. Atualmente, as próteses tem cobertura texturizada, diminuindo drasticamente as taxas de contratura.
  • Tempo de uso do implante – quanto maior o tempo de uso, maiores as taxas de contratura.
  • Complicações pós-operatórias – algumas complicações propiciam maiores taxas de contratura. São elas: infecção, hematoma, seroma.

5. A contratura capsular é muito frequente?

Felizmente, as taxas de contratura capsular são baixas. Nos primeiros 5 anos de pós-operatório, as taxas giram em torno de 5%. Já pacientes com 20 anos ou mais de prótese, esta taxa pode subir ate 70%.

6. Existem níveis de contratura capsular?

Sim! Na década de 80, o autor americano Baker criou uma classificação para definir os diferentes níveis de contratura capsular.

Baker I: sem sintomas locais e sem alterações visuais. As mamas são macias e não há incômodo na palpação;

Baker II: a mama com contratura é menos elástica e o implante é sentido na palpação. Visualmente não há alteração;

Baker III: a mama com contratura é mais dura, o implante pode ser visto e sentido na palpação e há assimetria em relação a outra mama;

Baker IV: existem todas as alterações do III acrescido de dor e assimetria grave.

7. Existe alguma prevenção para a contratura capsular?

Felizmente, sim! Todos os cuidados para prevenção de infecção devem ser tomados (antissepsia, colocação de campos cirúrgicos estéreis, uso de antibióticos endovenosos), bem como cuidados hemostáticos para prevenção de sangramentos. Além disso, um estudo publicado em dezembro de 2006 (Plast. Reconstr. Surg 117:30, 2006) evidenciou que a irrigação do local do implante com solução de soro fisiológico contendo 3 diferentes antibióticos diminuiu drasticamente as taxas de contratura capsular.

8. Qual o tratamento da contratura capsular?

Para graus leves de contratura (Baker II), pode haver melhora significativa do quadro apenas com manobras não-cirúrgicas, como massagens e medicamentos.

No entanto, para graus mais avançados (Baker III e IV), o tratamento padrão inclui a troca dos implantes e a retirada da cápsula fibrosa (capsulectomia).

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